Essa semana desativei as últimas notificações do meu celular. As do whatsapp. Estava incomodada, confesso, com a ausência de horário comercial para mensagens. Não desapego do velho costume de não se comunicar com ninguém entre as nove da noite e as nove da manhã. E aí melhor desativar os apitos do que lamuriar por eles. Pronto, libertei-me!

Não sou adepta do imediatismo cibernético. Respondo mensagens com a antecedência possível dentro da minha dinâmica de vida. Participo de bem poucos grupos de whatsapp e a regra é ser uma troca produtiva. Se gerar mais pensamentos negativos do que positivos é a hora de pedir licença e sair de mansinho. Não recebo memes quase nunca. Tipo sou a última a saber das tretas virtuais. Não recebo áudios de procedência duvidosa, vídeos de sacanagem, nem fotos de corpos estirados no chão. Tô bem assim, obrigada.

Diminuir o uso de redes sociais tá no meu caderninho de metas desde 2015. Aí primeiro eu tirei o app do facebook do celular. Depois eu fiz um desmame da timeline no computador e fiquei o mês inteiro da Copa no Brasil sem acompanhar as postagens. Continuei reduzindo de pouco em pouco. Até que um belo dia parei de vez. Hoje ainda mantenho minha conta por questões profissionais. Mas anteontem quase deletei de vez. Quase mesmo. Não tô afim de deixar meus dados de bobeira para a Cambridge Analytics usar como quiser. Isso é sério, bem sério.

Na real, vivo uma relação de amor e ódio com a internet. Quer dizer, eu amo, tenho convicção que faz mais bem do que mal. Quando a gente sabe usar. O problema é que odeio quando perco o controle. E eu só não perco total porque me vigio. Me cobro. Sabe aquela mãe que pega no pé? Sou eu comigo mesma.

A prova de que valeu a pena é que ganhei muito tempo produtivo pra mim mesma. Leio bem mais do que na era facebook. Aliás, eu não lia nada. Hoje leio prosas, auto ajuda, biografias. Cara, tô no quarto livro da séria mais amada dos últimos tempos em três meses. Fiz cursos de aprofundamento pessoal na internet. Vou ao cinema, encontro amigas, vejo séries inteiras no netflix pelo menos um vez no mês. Eu não fazia isso antes. Não é coincidência. É auto cuidado, é cuidar do tempo, de quem serei no futuro.

Essa é a internet que eu quero. É possível. Agora tenho certeza.

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